terça-feira, 27 de março de 2012

Ode


Sim, é verdade que tem alturas em que me tiras a paciência. Tens o dom de em 5 minutos deitar por terra horas de limpezas e arrumações. Raramente fazes o que eu digo, quando te chamo fazes de conta que não ouves, e lembras-te das coisas mais impensáveis para fazer. Desobedeces-me e ainda te ris na minha cara.

Mas há o outro lado da moeda.

És tu quem vê tristeza no meu olhar quando o meu sorriso engana meio mundo. És tu quem me seca as lágrimas. Quem me abraça quando nem preciso pedir. É o teu sorriso que me enche a alma. São as tuas gargalhadas que me enchem a alma. Dormir contigo é o maior dos prazeres, por maiores que sejam as insónias, a tua presença conforta-me. O teu cheirinho delicia-me. A tua existência dá sentido À minha.

Na tua pequenez de idade encerras a grandeza do amor intemporal e incondicional que nos une. Só tu tens e conheces o melhor de mim, só tu o aceitas na totalidade. Só tu és capaz de me fazer erguer a cabeça quando todo o mundo me deita abaixo.

Agradeço-te. Todos os sacrifícios que passei para te trazer ao mundo foram compensados pela primeira vez que te tomei nos braços. Fizeste de mim uma nova mulher. Fizeste de mim a ''coisa'' mais grandiosa, assustadora e plena: fizeste de mim mãe.

E eu amo-te. Com todas as forças, a cada milésimo de segundo mais! És o meu mundo num todo. E por isso mesmo te prometo que contra tudo e todos lutarei sempre por nós, pelo nosso bem estar, pela nossa felicidade. Fazes tanto por mim... é o mínimo que posso fazer para te retribuir.

Amo-te muito, meu filho!!! E nunca deixes que te convençam do contrário!!! Na imensidão dos meus defeitos há amor por ti, um amor que é avassalador, que dói de tão intenso! És-me tudo, meu pequenino....

sexta-feira, 9 de março de 2012

Anger


E depois vêm me dizer ah e tal, é preciso é ter calma, ou então ah e tal é só uma fase, ou ainda ah e tal, tudo passa....
Tretas. TRETAS!!!!
Vale de muito ter calma, não dar importância a certas coisas apesar de nos doer em prol da desculpa das circunstâncias, chorar para dentro... Para quê?? Para passar a vida a sofrer pelo mesmo??? E era...
Sinto que estou a dar tudo de mim e que esse tudo é jogado no lixo, como um trapo sem importância, como um panfleto publicitário de um hipermercado qualquer para o qual nem se olha sequer porque não tem o mínimo interesse.
Sinto que estou a ver a vida passar e que tudo aquilo que eu construí não passa de um castelo de cartas à mercê do vento. Vejo as certezas a escaparem por entre os dedos qual areia fina e a misturarem-se com tantas outras que eu ja tomei por garantidas um dia e que, também essas, fugiram de mim com tal rapidez q nem me apercebi.
N´~ao sei se sei o que sinto, quero, digo ou penso. Estou num transe tão estranho... mas não sei se quero acordar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cheia de nada


Neste momento acho que não sou capaz de sentir. Acho que ou acredito nas coisas erradas, ou não faço o que devia para elas darem certo. Sou um turbilhão de emoções neste momento, marcado essencialmente pela incerteza.
E assim me arrasto pelas horas e pelos dias, confesso que de momento sem certezas de nada. Olho ao  meu redor e é como se todas elas tivessem fugido. E choro. E não sei o qe pensar, dizer ou sentir. E vagueio pelo tempo presa não sei bem a quê, à procura do que não sei explicar e num vazio indscritivel. Estou apática! Triste de uma forma estranha, com medo do desconhecido, a braços com não sei bem o que!!!
Talvez seja passageiro, talvez não. Não sei. Não sei se escolhi errado e deu certo, ou se escolhi certo e deu errado.
Não sei o que faço aqui, não sei o que esperar, dizer ou sentir. Neste preciso e exacto momento sei que choro sem conseguir definir ao certo o motivo! É caso mesmo para dizer... '' Só sei que nada sei!''

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Diário de bordo XIII


Hoje tive noção que as coisas não vão ser tão fáceis como eu gostaria. Mas surpeendentemente, não fraquejei. Respirei fundo e pensei que quanto mais dura for a caminhada, maior será a satisfação de ter ganho.
Obriguei-me a ser positiva, e no regresso a casa fechei os olhos e imaginei-me a chegar aí, a abraçar-te, a ver a tortura finalmente acabada e a saborear o gosto de te ter de novo ao meu lado e de ter vencido mais uma batalha.
Posso ter quem não queira me ver aí, junto de quem amo e com um futuro promissor pela frente, mas eu prefiro acreditar na boa energia de quem gosta de mim verdadeiramente e deseja que eu consiga, que eu volte para os braços de quem eu amo e me ama e que tenha a oportunidade de lutar por uma vida melhor para mim e para os meninos.
Não ganhei nada ainda, e como já disse, o caminho adivinha-se duro. Mas eu sou persistente. Toda a vida fui. Posso estar em baixo por estarmos longe, posso sofrer com saudade e afins, mas não desisto de ti, de nós, e de um melhor futuro para a família que eu escolhi e que me escolheu a mim.
Sei que não vai ser fácil... mas o fácil é para os fracos. E o mínimo que posso fazer, depois de tudo o que tens feito por nós, é não desistir. Mereces. Devo-te isso. Já para não falar que te amo e que o meu filho te tem como um pai, e o nosso lugar é a teu lado. Porque doa a quem doer, pai não é quem faz, é quem educa, ama e se sacrifica. Na minha vida, esse alguém és tu. Por isso, não desisto! Venham as dificuldades... eu cá estoou para as superar! Por nós...

Diário de bordo XII


Ouço coisas que não gosto, e revolto-me em silêncio. Vejo coisas que não me agradam e sou o cego que não quer ver. Nestas ocasiões, a tua ausência faz-se notar ainda mais...
Ainda hoje encontrei no meu telemóvel o vídeo que fiz no comboio de ti e do Lourenço, quando fomos buscar o teu passaporte. Vi-o vezes sem conta. Sinto demais a tua falta e em momentos como o de agora queria olhar para ti nos olhos e esquecer o mundo!!!
Mas tu não estás aqui.
O bebé chora com dores de garganta, o mundo desaba e eu assisto, impávida e serena!!!
Não tenho forças para reagir neste momento, só queria adormecer e acordar no dia da minha partida, calar tudo e todos e voar com o meu filhão para junto de quem tanto nos faz falta e deixar o mundo e tudo o resto para trás.
Já o fiz uma vez, e mal posso esperar para o fazer novamente. Porque quem realmente se importar conosco sabe que estamos a tomar a decisão certa, por nós e pelos nossos filhos, e quem não gostar... nem quero saber!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pequeno à parte


Ok, let's face it: eu sinto as coisas com muita intensidade. Seja bom ou mau,vivo tudo no auge da sua intensidade. Levo o bom e o mau a peito.
Agora, a questão: estará assim tão errado?
Quando amo, é a valer; se odeio, idem aspas. Não sou de meios termos.
Se sinto saudade, ela mata-me por dentro. Se não quero saber, não quero mesmo.
Não tenho o direito de exigir dos outros a mesma intensidade, é certo. Mas não será possível ser, pelo menos, compreendida e aceite?
Não me dirijo a ninguém em particular, falo no geral.
Quem faz parte da minha vida conhece-me, ou deveria conhecer-me. Sou transparente, até demais, admito. Às vezes gostava de criar uma cortina e só a subir para quem eu quisesse, mas não sou capaz. Ninguém lamenta mais isso do que eu, mas já aprendi a aceitar-me.
Só peço... aceitem-me. Não baseio a minha felicidade nos outros, a base da minha felicidade sou eu, mas then again, eu só sinto que a minha vida faz sentido envolvida nas vidas que são importantes para mim. Não sei ser feliz sozinha. Não se trata de me bastar ou não, trata-se de ter um sentido de vida. Só tenho sentido na minha vida envolvida noutras vidas: amigos, noivo, filho, família... Cada um com o seu lugar, cada um com o seu papel, mas num todo, o sentido da minha existência.
Se me dou demais? Talvez! Mas dou na medida em que considero que o alvo tem importância para mim. E não podendo exigir que os outros façam o mesmo, apenas peço... aceitem-me e compreendam-me!!

Diário de bordo X


Hoje não quero ser racional. Preciso de ti.
Preciso do teu abraço que me faz esquecer do mundo.
Preciso do teu beijo que me enche de plenitude.
Preciso do teu toque que me faz estremecer por dentro.
Preciso do teu olhar que arrepia a minha alma.
Preciso do teu peito para dormir sossegada e amparada.
Preciso do teu sexo para levar o meu coração ao auge.
Preciso da tua voz para calar o desassossego.
Preciso da tua presença para me transmitir segurança.
Preciso de ti.
Mas não estás aqui.
Não te sinto, ouço, vejo...
E hoje não quero ser racional.
E hoje choro, grito, revolto-me contra a vida que nos pôs em tão difíceis circunstâncias.
Hoje não quero saber se foi o melhor a fazer, um mal necessário, uma escolha acertada.
Hoje quero chorar com todas as minhas forças, na esperança vaga e estúpida de que as lágrimas lavem este sentimento de perda, esta saudade, este vazio.
Quero praguejar contra o Destino que deu amparo e amor à minha vida pondo-te no meu caminho e que agora me faz sentir tanto a tua falta sabendo que tu não estás.
Não quero pensar com a Razão.
Hoje, quero deixar explodir o coração. Quero que toda a dor que está dentro dele saia, porque já não a aguento mais!
Hoje preciso de ti e não te tenho....

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Diário de bordo IX


Hoje disseram-me que o que não nos mata, torna-se mais forte. E eu fiquei a pensar. A tua solidão não me mata no sentido literal da coisa, mas também está longe de tornar-me mais forte...
Acho que já me habituei ao vazio. Nunca, jamais à tua ausência. Mas ao vazio. À tristeza. À solidão. 
Acho que criei uma barreira. Onde ninguém penetra para que ninguém possa ver o que vai cá dentro. Às vezes as pessoas falam e eu ouço as suas vozes distantes, lá longe, como se não falassem comigo. Às vezes desligo. Entro involuntariamente num transe que o meu subconsciente criou para me ajudar a sobreviver. Sei no meu intimo que estou em contagem decrescente para ir novamente para junto de ti, mas isso não me chega. Criei mecanismos de defesa quase sem me aperceber, e assim vou conseguindo arrastar-me pelas horas, sempre ansiosa pela noite, pelo momento de ouvir a tua voz, de te ver no pequeno quadradinho do meu monitor e tentar com isso acalmar o meu coração.


O Amor é um lugar estranho e assustador, 
inerente à condição humana de sofredor,
ora nos faz rir ora chorar,
e havendo inúmeras formas de amar,
nenhuma delas é de todas a melhor.
Não sei se te amo da forma mais bonita,
não sei se te acarinho como deveria,
Não sei se te olho com profundidade sentida,
nem sei se te beijo com o furor que queria.
Sei que a minha vida contigo ganhou cor,
sei que abracei o desconhecido,
e por muito errado que possa ser este amor
sei que quero vivê-lo contigo.
Não sou perfeita, tu também não...
Mas que importa isso ao tolo coração?
Amo-te como sei, entrega total,
pareça isso aos de fora bem ao mal,
preciso de ti, não da perfeição.
Não quero saber do teu passado,
apenas do futuro que podemos construir,
lado a lado, amando e a sorrir,
deixando o que passou enterrado, 
ávidos por uma nova vida erigir.
Desculpa as vezes que te fiz chorar,
pois quando me magoaste já consegui perdoar,
não deixes a distância e a dor,
vencerem esta situação,
pois tens todo o meu amor,
de corpo, alma e coração!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Diário de bordo VIII

Depois da nossa conversa de ontem, confesso que fiquei com medo. Tive medo que a distância acabe por esfriar aquilo que nos une. Que as discussões à distância te façam preferir a minha ausência à minha presença.
As palavras são perigosas cara a cara, porque nos podem dar a entender uma coisa e na prática quererem dizer outra... Com a distância, esse risco aumenta consideravelmente, porque os nossos olhos, o nosso rosto e o nosso corpo perdem a expressão quando um oceano nos separa.
Quero manter-te perto de mim mesmo quando estás longe. Não te quero ferir com as minhas palavras nem quero sentir-me magoada com as tuas. Quero manter o nosso amor intacto, como que guardado numa caixinha e fechado a sete chaves, à espera do nosso reencontro para o poder libertar de novo. Não quero que a distância, a tristeza ou os mal entendidos estraguem aquilo que nos une.
Ajudas-me?
Lutas comigo?
Apoias-me?
Só preciso de saber que a distância não mudou o que sentes por mim. E que de uma maneira ou de outra, também guardas o teu amor assim, numa caixinha, intocável, até o dia em que deixe de ser o teu amor e o meu e passe a ser, novamente, o nosso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Diário de bordo VII


Faz hoje uma semana desde que te vi partir, fugir-me por entre os dedos... e parece que já passaram anos. O vazio continua. Dentro de mim nada mudou; continuo a sentir-me vazia, triste, desamparada... Mostro um sorriso para não chorar, digo piadas para não me revoltar contra o mundo, mas no meu intimo, nada mudou. Acho que apensas construí um muro. Não deixo que as pessoas passem além dele, que as pessoas conheçam o que vai dentro de mim, como se quisesse guardar só para mim o que cá vai. As saudades matam. Não me apetece voltar para casa, porque lá para onde quer que olho só te vejo a ti. Quero convencer-me que já pasou uma semana, mas o meu coração insiste em lembrar que só passou uma semana, que se avizinham muitas mais iguais a esta, de solidão e vazio. Tento ocupar-me, obrigar-me a reagir, mas tudo me lembra de ti e da nossa separação...
Hoje estou triste. De mal com a vida e o mundo, Dava tudo por um miminho teu, por um ''vai tudo correr bem''. Por um abraço, por uma noite no teu peito... Mas não o tenho, nem terei num futuro próximo. Hoje estou triste.... Mas não deixo de sonhar com o dia em que seremos nós... outra vez!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Diário de bordo VI


Estou na Maia. Na minha mãe. E inevitavelmente, veio tudo a cabeça... Quando passei na câmara, lembrei-me de quando te conheci. Aquele abraço ainda tão inocente que demos. Mal sabia eu que me ia perder de amor naqueles braços.
Olhando para a entrada de minha casa lembrei-me do nosso primeiro beijo,  aquele beijo roubado... Entrei em casa, olhei para a sala e lembrei-me de ti com o Lourenço ao colo quando ele fez 2 aninhos... E depois entrei para o meu quarto... Veio-me á ideia a nossa primeira vez, as primeiras noites que dormimos juntos, as primeiras palavras apaixonadas...
E chorei. Confesso que não tive como evitar. 
Mas depois as lágrimas pararam. Falei comigo mesma. Obriguei-me a não chorar e agarrei-me à esperança de que, quando atravessar este oceano que nos separa, vai voltar tudo ao mesmo.
A saudade fica, não me abandona. Mas o meu amor também não. E sei que daqui a um, três ou dez meses, quando te voltar a abraçar, serei ainda aquela menina apaixonada e feliz. Aquela que te ama com todas as forças. E com essa ideia, as lágrimas cessaram e consegui até sorrir...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Diário de Bordo V


Hoje fiz tudo como se cá estivesses. Foi dia de limpeza geral, como tão bem sabes. Tirando a roupa para passar, confesso que não me tem apetecido muito pegar-lhe, porque isso me obriga a abrir as gavetas vazias e eu tenho-me obrigado a não chorar, está tudo perfeito. Como eu gostava de fazer quando cá estavas. Porque sei que mesmo que não dissesses uma palavra, reparavas e gostavas.
Limpei tudo a fundo. Pus música, alto, mesmo sabendo que não ias poder refilar do volume. Corri feito louca para deixar tudo bem feito, mesmo sabendo que não estás aqui para me mandar despachar.
Confesso que quando acabei bateu o vazio. A saudade de te ver satisfeito por ter conseguido mudar os meus hábitos desarrumados. Os teus chinelos continuam no último degrau da escadaria, e o teu pijama colocado em cima das tuas almofadas. é a minha maneira de te manter mais próximo.
Mesmo sem te tocar, mesmo sem tu ouvires, ainda te desejo bom dia quando acordo.
Mesmo sem tu sentires, ainda te beijo ao acordar.
Sinto falta de tudo, até mesmo dos pequenos detalhes. Coisas que no dia a dia parecem tão insignificantes, deixam um grande vazio na sua ausência.
Mas sei que estou em contagem decrescente. Sei que já faltam menos 6 dias para estar nos teus braços e estou a tentar arduamente obrigar-me a pensar assim, a ver as coisas por este prisma para evitar o abismo.
Continuas a fazer-me muita falta. A fazer-nos. Continuo a, por vezes, não conseguir conter as lágrimas que insistem em cair. Não estou, nem nunca vou estar, habituada à tua ausência. Estou, simplesmente, a tentar encontrar uma maneira menos dolorosa de sobreviver... até poder voltar aos teus braços e aí sim... viver novamente!!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Diário de bordo IV


Desculpa meu amor. Não quero nem nunca quis ferir-te com o meu sofrimento. Não quero que fiques mal por eu estar mal.
Não posso mentir. Não posso dizer que estou bem, até porque mesmo que o fizesse tu sabes que não é verdade. Não posso dizer que vivo bem e de cabeça erguida, porque não é verdade.
Mas sei que também sofres, por dentro e em silêncio.
Por isso, no texto de hoje não te vou falar de mim.
Vou apenas dizer que te amo muito. Que te agradeço do fundo de coração o enorme sacrifício que estás a fazer por mim e pelos nossos meninos.
Quero que não te apoquentes com o meu sofrimento, encara-o como um mal necessário! Ambos sabemos, no fundo dos nossos corações apertados, que vai valer a pena. Estás bem entregue e bem no trabalho, e eu apesar da minha fraqueza cá me aguento e tomo conta de mim e do bebé.
Não deixei de sofrer, não deixa de doer e a saudade é cada vez maior e difícil de suportar. Mas quero que não fiques aflito com isso. Apenas que te lembres que te amamos muito e que apesar de estarmos do outro lado do oceano, estamos contigo, por ti e para ti. Vamos lutar à nossa maneira e dentro das nossas possibilidades, para que o nosso reencontro seja breve. 
Amo-te muito, coisa boa!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Diário de Bordo III


A noite passada adormeci. E sonhei com aquilo que sonho acordada. Sonhei que me ligavas para eu ir para a tua beira, finalmente. Sonhei com todos os detalhes. Com o tratar dos assuntos pendentes para finalmente poder embracar, o tirar os passaportes, a reserva do bilhete, o embarque, a viagem.... Sonhei que me esperavas com os meus tios no aeroporto e um ramo de flores na mão. Bem sei que nunca me deste flores porque não gostas disso, mas eu gosto, e nos sonhos ninguém manda. Sonhei com o nosso abraço. Apertado, saudoso, sincero. Como se o mundo parecesse parado naquele instante. Senti alívio e sorri. Sei que sorri.
Depois acordei.
Olhei para o lado e a tua almofada estava vazia. Chamei por ti e o silêncio riu-se de mim, trouxe-me de volta à dura realidade. Tu não estás aqui. Nem eu aí.
Senti o chão fugir-me debaixo dos pés novamente. O vazio voltou. As lágrimas caíram sem pedir autorização e o aperto no peito lembrou-me que durante meses a minha existência será assim, vazia, saudosa, solitária...
Quis tornar a adormecer, voltar ao sonho que tanto anseio ver realizado, mas a angústia não deixou. Arrastei-me pelos minutos deixando as lágrimas cairem e com ela a esperança de ter ter comigo novamente nos próximos tempos. 
Dizem que o tempo atenua a dor mas eu a cada dia que passa me sinto mais sem chão. Como que caída num buraco e sem força nem vontade de me levantar.
Que Deus, o Universo ou o Destino façam chegar depressa o dia do nosso reencontro, aí, juntos para uma vida nova. Porque até lá sei que me vou limitar a sobreviver. À tua espera...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Diário de bordo II

São 16h14, hora local, e ainda não consegui chorar. Sinto-me estranha hoje. O vazio continua cá dentro. O frio na barriga é enorme e as pernas ainda tremem no regresso a casa. Instintivamente eu coloco os teus chinelos no último degrau da escadaria, como se tu fosses entrar e precisar deles. Ainda ponho o teu pijama e as tuas almofadas na cama, como se te fosses deitar ao meu lado. Ainda ponho duas toalhas no toalheiro, como se viesses tomar banho comigo.
Sinto-me apática hoje. As vozes soam-me como zumbidos estranhos e inentendiveis. Os passos que dou não parecem levar-me a lado nenhum. Sinto-me alheada de tudo e todos. Despida de tudo e de nada.
Não sei se será uma nova fase da realidade da tua ausência. A minha voz sai trémula e as forças fisicas são poucas... porque as outras são inexistentes.
Até escrever me cansa. 
Fazes-me muita falta. Mais do que alguma vez poderia imaginar.
Esta não sou eu. Sinto-me uma estranha em mim.
Não ouço música porque sei que não vais entrar e refilar por estar muito alta. Não tomo pequeno-almoço porque não estás aqui para o dividir comigo. Não vejo tv porque tu não estás cá para mudar os canais e me tirar do sério.
Definitivamente hoje estou estranha. Não sinto os pés no chão, não tenho frio nem calor, fome nem sede. Estou como que em transe. Refugiei-me noutra dimensão para fugir à dura realidade de não te ter aqui comigo. Refugiei-me no vazio para me esconder do vazio da saudade. Não sei se faz sentido, mas é o que sinto. Mas mesmo escondida eu não deixo de sentir a tua falta... e de te amar como se não houvesse amanhã!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


No dia da tua partida, limitei-me a unir esforços para não cair... Para não desabar. Hoje, apesar da dor ser ainda maior, olhei para a nossa casa que não te tem com ela e decidi arruma-la, porque sei que se ca estivesses era isso que eu faria. Respirei fundo, sequei as lágrimas que insistem em cair e pus mãos a obra. A muito custo lavei a chávena que tu deixaste com cevada, e com ela a esperança de que a bebesses a meu lado. Limpei a casa de banho e arrumei o teu puff, aquele com o qual te esfregava as costas e que tão cedo não terá utilidade nenhuma.
Depois veio a parte mais dura: o quarto.
Enquanto separava a roupa que é para lavar estagnei com o teu fato de treino numa mão e o teu pijama noutra e... fraquejei. Senti o teu cheirinho e foi como se o mundo tivesse desabado outra vez. Bateu o vazio da tua ausência e as poucas forças que eu tinha conseguido reunir fugiram-me debaixo dos pés. As lágrimas voltaram a cair insistente e incessantemente e reduzi-me à dor. E olhei à volta, na estúpida esperança de te ver ou ouvir, e o silêncio respondeu-me que tu não estás, nem estarás tão cedo. E voltou a doer, a queimar por dentro.
Muitos dirão que estou a exagerar. Que tomaste a decisão certa, foste lutar por uma vida mehor, que vai passar rápido e que eu tenho de me erguer das cinzas e ser forte. Não digo que não tenham razão as vozes que me dizem isso. Mas o meu coração fala mais alto. Não tenho culpa de não conseguir calar a saudade e o medo de não aguentar o tempo necessário sem ti.
A incerteza quanto ao tempo que terei de enfrentar a vida sem ti ao meu lado ccorrói as poucas forças que possa conseguir reunir. 
Quando o meu coração se apaixonou por ti, a minha razão rendeu-se... Deixei tudo para trás. Entreguei-me de corpo, alma e coração. Ignorei o que quer que me dissessem e entreguei-me a ti e ao amor que me uniu a ti. Nunca hesitei, nunca me arrependi.
O amor que vi nascer em ti pelo meu filho deu-me as certezas que precisava. Eras tu o tal. E não, o tal não é perfeito, não é aquele que não discute e que não contraria. O tal é aquele que mesmo nas discussões consegue dizer ''eu amo-te''. É aquele cujo abraço nos protege do mundo e nos embala no sonho de uma vida feliz até ao último dia. É a pessoa que não nos seca as lágrimas, mas chora conosco. A pessoa que nos diz o que não queremos ouvir, mas que precisamos! O meu tal és tu.
E eu dei-me toda a ti.
Agora que a tua ausência está na ordem do dia, é como se tudo tivesse deixado de fazer sentido. O Lourenço chora e diz que o pai fugiu no avião e eu quero que o chão me engula. Eu deito a cabeça no teu travesseiro, fecho os olhos e lembro-me de todas as noites que dormi no teu peito e o sono desaparece, a angústia instala-se... E volta a doer.
Queria ser forte. Queria levantar a cabeça e dizer o que todos dizem, que é por pouco tempo e que vai passar depressa. Mas por muito que a minha cabeça o sussurre o meu coração grita a plenos pulmões que tu não estás...
Tenho medo que me esqueças. Tenho medo que o teu amor por mim enfraqueça. Tenho medo que te habitues à minha ausência... Tenho medo de um dia acordar e não ter mais forças... 
Por mim, passava os dias inteiros na cama a dormir. Sozinha, longe de tudo e todos, agarrada às recordações do tempo que passamos juntos, agarrada ao teu cheirinho que ficou na tua roupa e nas tuas almofadas. Mas infelizmente não posso. E levanto-me com forças que não sei onde vou buscar e sou obrigada a confrontar a dura realidade da tua ausência. E com os medos como companheiros de viagem cá me arrasto pelos minutos, alimentada pela ténue esperança de que um dia vou acordar e me vais ligar e dizer que a agonia acabou e que posso finalmente voltar aos teus braços. Amo-te muito! <3

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Partiste... e agora?


Sinto-me uma estranha dentro destas paredes a que insistes chamar de nossas. Não estás no sofá a jogar solitário. Não estás no quarto a ver tv. Não abres a porta e chamas por mim. E vai ser assim, por muito tempo. Sinto um vazio tão avassalador que até mesmo escrever se torna um sacrifício. A minha voz soa-me estranha, porque não está acompanhada da tua. Os meus passos parecem nem tocar no chão, porque não acompanham os teus. Não consigo parar as lágrimas e tu não estás aqui para as secar. 
Para muitos isto pode parecer exagerado. Não morreste, estás apenas a milhares de kms daqui, num país demasiado distante para eu te poder abraçar. Mas eu sinto-me vazia.
Discutimos muito. Apesar de termos a certeza do que sentimos um pelo outro, tivemos discussões e cada uma mais descabida do que a outra. Mas tu foste o único em toda a minha vida que não olhou para a minha gordura, para os meus ciumes ou a minha insegurança. O único com quem fazer planos não pareceu descabido demais. E agora estás longe. E eu sinto-me perdida. Entreguei-te a minha vida de tal forma que agora que não te tenho me sinto completamente atordoada.
Sei que foste para uma vida melhor, para ti e para os meninos. Mas a minha vida tremeu quando entraste para a porta de embarque. E não sei quando vai voltar ao normal. Esta incerteza mata-me!!!! Não sei como vou aguentar!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quem?

Está a chegar o dia a uma velocidade alucinante. Queria congelar o tempo. Parar hoje e não o deixar avançar mais.
Quem me  vai abraçar quando o calor dos cobertores não for suficiente? Quem vai reclamar quando as coisas estiverem desarrumadas? Quem me vai secar as lágrimas e dizer que vai tudo acabar bem? Quem me vai dizer que estou linda mesmo quando não o sinto?
Não sei como me vou aguentar... Não sei onde vou buscar forças quando o meu filho me perguntar por ti. Nem como vou viver nesta casa vazia onde cada bocadinho me faz lembrar de ti. Como me vou deitar na nossa cama e não te ter colado a mim. Como vou fazer o pequeno-almoço sem ti para o partilhar!
É um mal necessário, bem sei, mas isso não atenua a dor. Sinto-me culpada, vazia e angustiada.
Que a Luz esteja contigo, meu amor. E o meu amor também. Leva-me contigo no teu coração. Porque do meu, estejas onde estiveres, nunca sais.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Até um dia, amor...


Ver-te partir queima-me por dentro. É doloroso. Imaginar que vou acordar meses a fio sem ti ao meu lado deixa-me agoniada. Pensar que vou estar sem ti por tempo indeterminado leva-me ao abismo do vazio. Sei que não vais por ti. Vais pela nossa princesa, pelo bebé e por mim também. De certa forma estou-te grata, por outro lado sinto-me culpada.
Temos passado momentos muito complicados. Temos discutido mais do que seria de desejar. Mas eu amo-te com cada bocadinho de mim. Não sou perfeita. Aliás, estou bem longe disso. Mas quero dizer-te que alegra muito a minha existência o facto de tu fazeres parte dela. Que o facto de termos vencido todas estas dificuldades a meu ver mostra que, apesar de tudo, o que nos une fala mais alto. Orgulho-me de ti. Temos ambos os nossos defeitos mas, de melhor ou pior maneira, temos sabido lidar com eles e permanecer juntos. Não é isto o amor?
Vou sentir muito a tua falta. Acho mesmo que nunca me assustou tanto uma ausência como a tua. Mas para mim estarás sempre aqui. Não falo da boca para fora nem sou mais do que ninguém, mas tenho a certeza do que sinto. Por alguns momentos posso ter fraquejado, posso ter ficado farta das discussões e de não estarmos bem, mas nunca fiquei farta de ti. Nunca tive coragem de bater a porta, mesmo quando achei ter razões para tal. Porque te amo muito.
Leva o meu amor contigo. Leva-me no teu coração e na tua lembrança. Não esqueças tudo o que temos passado juntos. 
Não sei como vou fazer para suportar a tua ausência mas vou ser forte. Vou segurar as pontas e agarrar-me com todas as forças à imagem ainda imaginária do nosso abraço finalmente aí, juntos outra vez. 
Sei que vai valer a pena. Acredito que sim. Mas por mais que queira, neste momento, isso não alivia a minha dor. Vais lutar sozinho, e tudo o que sempre quis foi lutar a teu lado. Sei que é temporária esta separação. Só espero que passe depressa.
Amo-te muito. É só disso que quero que te lembras. Que estejas onde estiveres deixaste aqui duas pessoas que te amam de verdade e cujas vidas só ficam completas contigo. Não nos esqueças... Porque nós vamos pensar em ti todos os dias.... Até estarmos juntos outra vez!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ele e ela

Ela : ''Amor?''

Ele : '' ...''

Ela : '' Eu amo-te.''

Ele : '' ... ''

Ela : '' Vais continuar a ignorar-me?''

Ele : '' Vou sair.''

Ela : ( chora)

Ela : '' Fala comigo''

Ele : '' Não tenho nada a dizer''

Ela : ''ok''

Ela : '' Amas-me?''

Ele : ''...''

Ela : ( fica sozinha)




Ele : '' onde estás?''

Silêncio

Bilhete: Ela: '' Fui''

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

São....

São mais do que palavras soltas....
São pedaços de mim.
São segundos sentidos, são metáforas e eufemismos, são sangue suor e lágrimas.
São ''eus'' espalhados ao vento para quem os quiser agarrar.
São vivências e são histórias.
São personagens e sou eu...
é isto que vos espera, caros leitores, se decidirem perder um pouco do vosso tempo a ler-me.
São críticas duras de ouvir e manifestações de carinho que ninguém agarrou.
São fragmentos de mim.